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GTA 6 é classificado 18+ com drogas, sexo e decapitação

Resumo do PEGI publicado e apagado em 2 de outubro detalhou cocaína no inventário, decapitação e cenas de sexo; na Coreia, o jogo já é Adults Only.

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Arte oficial de GTA 6 com logo do jogo sobre vista de Vice City, da Rockstar Games
Arte oficial de GTA 6 publicada pela Rockstar Games · Foto: Divulgação / Rockstar Games

GTA 6 chega aos consoles com classificação para maiores de 18 anos na Europa: o PEGI publicou em 2 de outubro de 2026 um resumo detalhado do conteúdo do jogo — incluindo drogas, sexo e decapitação — e apagou a página no mesmo dia, mas capturas de tela já circulam pela imprensa. Entre os veículos que registraram o material estão o Inven Global, a Forbes e o PC Gamer. O lançamento continua marcado para 19 de novembro, no PS5 e no Xbox Series X|S, segundo a Rockstar Games.

O resumo que o PEGI publicou e apagou

A página do classificatório europeu ficou no ar por poucas horas, segundo o Inven Global. A busca por GTA 6 no site do PEGI hoje não retorna resultado algum, e nenhuma das partes se posicionou até o fechamento desta reportagem: o PEGI não explicou a remoção, e a Rockstar Games não se manifestou sobre o texto. Por isso, o portal destaca que não é possível confirmar se a redação das capturas equivale ao resumo final da classificação.

"apresenta violência gráfica forte, temas sexuais fortes e uso de drogas ilegais"

Trecho do resumo do PEGI relatado pela Forbes e pelo ghacks após a remoção da página oficial.

O restante dos descritores, documentado em capturas preservadas por usuários, é mais específico do que qualquer material publicitário da Rockstar até agora. E o vazamento ganhou força por causa da janela apertada: o jogo estreia em menos de dois meses, e a Forbes calculava cerca de mês e meio de distância quando cobriu o caso. A remoção silenciosa, sem comunicado, só aumentou a circulação das imagens nas comunidades de fãs da série.

Captura do resumo de classificação do PEGI para GTA 6, preservada por usuários antes da página sair do ar
Captura do resumo do PEGI tirada antes da página sair do ar. (Foto: Reprodução / PEGI)

Drogas como item de inventário

Segundo o descritivo relatado, o uso de drogas é tratado como frequente e proeminente. O jogador pode consumir substâncias ilegais direto do inventário — e a cocaína recebe o detalhe mais comentado: pode ser carregada e inalada da própria mão a qualquer momento. Consumir drogas na companhia de outros personagens também aparece como possibilidade no texto.

O resumo, por outro lado, não explica como as substâncias afetam a mecânica — se alteram vida, percepção do mundo ou o andamento de missões. A resposta ficará para quem jogar, daqui a menos de um mês.

Comércio de drogas sempre fez parte do DNA de Grand Theft Auto, dos negócios ilegais de Vice City às operações de contrabando de GTA Online. A diferença, aqui, é a franqueza do texto: pela primeira vez em muito tempo, um órgão classificatório descreve o consumo por parte dos protagonistas em detalhe — tema que o marketing da Rockstar não aborda nas peças publicadas até agora.

Violência com decapitação detalhada

No campo da violência, o PEGI descreveu sangue com alto grau de realismo. Certas armas permitem decapitação e desmembramento detalhados, e o jogador pode atacar civis, criminosos, policiais e animais nas ruas do jogo — os descritores observam que as lesões em animais são exibidas com menos detalhes do que as humanas.

O nível de detalhe chamou atenção dos veículos: cortes de desmembramento em tempo real não costumam constar de produções de grande orçamento, e a menção direta a decapitação num texto oficial indica que o recurso existe e é visível o suficiente para entrar no cadastro. Para a Rockstar, é o tipo de conteúdo que costuma ser mostrado apenas nos trailers que ela mesma edita, não em páginas de terceiros.

Sexo, clubes noturnos e linguagem

A lista de conteúdo sexual inclui nudez, cenas de sexo e referências ocasionais a fetiches. Em clubes noturnos, o jogador pode pagar danças privadas e tocar nas dançarinas — um nível de interação que a Forbes destaca como um passo além de tudo o que a série mostrou antes. Completam o resumo linguagem discriminatória na televisão e no rádio do jogo, palavrões frequentes e compras de itens dentro do jogo.

Temas parecidos já apareceram na franquia: GTA 5 mantinha casas de strip-tease com interações pagas, e o texto do PEGI apenas registra o nível destes elementos no novo título. Curiosamente, o texto não menciona apostas — classificação presente na série Red Dead Redemption e na versão PS5 de GTA 5, como lembra o Inven Global. A ausência sugere que o jogo pode não ter sistemas de apostas, ou que o descritor simplesmente não constava do cadastro consultado.

As classificações pelo mundo

RegiãoÓrgãoResultado
EuropaPEGI18 — resumo publicado e removido em 2 de outubro
EUAESRBM (Mature 17+), reportado
Coreia do SulGCRBAdults Only, confirmado por reportagem

Na prática, o selo é o mais alto da escala europeia: a venda é restrita a adultos, e varejo físico e lojas digitais precisam exibir o rótulo na página do produto. Não é um marco incomum para a série — GTA 4 e GTA 5 receberam PEGI 18 em seus lançamentos. O inédito não é a faixa, e sim a especificação pública dos descritores, publicada e desfeita às vésperas da estreia.

Na Coreia do Sul, o Inven Global confirmou, em reportagem própria, que o GCRB (Conselho de Classificação de Conteúdo de Jogos) decidiu pela faixa Adults Only. O antigo conselho de classificação (GRAC) transferiu essa atribuição para o GCRB em 1º de novembro de 2025, e o GTA 6 é o título mais relevante revisado desde a mudança. Na Coreia, o GTA 5 estreou em 2013, igualmente como jogo de maiores.

O que muda para o lançamento de 19 de novembro

A campanha da Rockstar até aqui evitou explicitar esses conteúdos, e a remoção do resumo reforça a leitura da Forbes de que a empresa prefere controlar o que revela antes da estreia. Do lado do consumidor, porém, a classificação não é surpresa: a série sempre foi feita para maiores de idade, e o rótulo informa exatamente onde os limites estão — e, como lembra a Forbes, cabe aos pais a decisão de compra.

Para o público brasileiro, a pré-venda já está disponível, quem quiser abater o custo acompanha como pagar o jogo com Microsoft Rewards até novembro, e o título ancora o calendário do console ao lado de Fable e dos maiores lançamentos do ano do Xbox.

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